COMENTEM OS LIVROS

MENINAS COMENTEM OS LIVROS.

O BLOG SE ALIMENTA DE COMENTÁRIOS!

COMENTÁRIOS DÃO VIDA AO BLOG!

DEDETIZADORA - CAMPINAS E REGIÃO

Qual é o seu estilo?

DICA


PARA ABRIR QUALQUER PÁGINA E FUGIR DAS PROPAGANDAS, SEM PROBLEMAS.

CLIQUE COM O MOUSE DIREITO E ESCOLHA A OPÇÃO ABRIR GUIA OU LINK EM OUTRA PÁGINA

ISSO SERVER PARA O ÍNDICE , ETC


para falar comigo : amoraosromances2@gmail.com

LIVROS RECOMENDADOS PARA LEITURA

  • A PROMETIDA - Esse livro está somente no AMAZON, mas tive a oportunidade de ler no Wattpad(já foi Retirado). Eu o classifico como comédia romântica. Amei Mansur, o S...
    Há 10 meses

Gostou do Blog ? Seja um MEMBRO !!

LIVROS EM INGLÊS E ESPANHOL

LIVROS EM INGLÊS E ESPANHOL
PARA VOCÊ QUE ESTUDA A LÍNGUA- CLICK NA IMAGEM

sábado, 23 de janeiro de 2016

A tortura da suspeita


A tortura da suspeita
Bargain Wife
Mary Burchel
Coleção Sabrina, nº 72
Série
Romances Editora Abril, 1979
Sônia, a melhor amiga de Tina, herdou uma pequena fortuna na Inglaterra no momento em que ia se casar cem um milionário americano. Achando que não valia a pena incomodar-se por tão pouco, sugeriu a Tina que usasse seu passaporte velho e entrasse na posse daquele dinheiro. Para Tina, pobre e sozinha no mundo, esse era um presente caído do céu. Mas, no momento em que desembarcou em Londres, Tina conheceu Charles Linton, primo distante de Sônia e herdeiro legal, caso ela desistisse do dinheiro. Ele era encantador e precisava muito daquela herança. Como podia Tina, amando Charles, entrar na posse do dinheiro sem ser torturada pela consciência?




CAPITULO I



Quando Tina entrou no saguão do prédio, recebeu no rosto o vento fresco do ar condicionado e respirou aliviada. Tinha sido assim nos últimos dias. O calor nas passagens abafadas do metro era insuportável. Pior ainda era quando subia as escadas rolantes e saía na calçada sob o sol abrasador do meio-dia.
Há três anos, Tina poderia se lembrar com saudade dos campos verdes de sua querida Inglaterra, ou dos dias úmidos, frios e cinzentos de Londres no outono. Agora ela não cultivava mais lembranças desse tipo, que só traziam tristeza ao seu coração. Mais ainda que o calor insuportável do verão em Nova York, especialmente no Brooklyn, o bairro mais quente da cidade.
Subiu a escada, enfiou a chave na fechadura e abriu a porta do pequeno apartamento que dividia com Sônia. Aquele lugar, pelo menos, era uma espécie de santuário.
— Oi!
Sônia estava sentada ao lado da janela aberta com um robe de algodão estampado de laranja e vermelho. As pernas estavam apoiadas em cima dos braços da cadeira e usava sandálias vermelhas.
Sônia era saudável, esguia, alegre, desde a franja de cabelos louros que caía sobre a testa até as unhas dos pés pintadas de vermelho vivo. É quando ela sorria — como fazia nesse momento para Tina — , a boca se abria formando covinhas na face e os olhos escuros brilhavam de alegria.
— Estou morrendo de calor! — murmurou Tina, com um suspiro.
— Nem me fale.
— Como foi o ensaio?
— Mais ou menos.
Sônia era pianista numa boate: Aceitava qualquer trabalho ocasional e não tinha ilusões sobre os cantores que acompanhava — como aliás a respeito de mais nada. Tina, que tocava violino no mesmo conjunto, também tinha poucas esperanças nesse sentido. A diferença entre as duas era que Tina tivera algumas ilusões no passado e abrira mão delas com tristeza. Sônia, pelo contrário, nunca tivera nenhuma, e não se sentia por isso magoada ou ferida no seu amor-próprio.
Ela tinha pena de Tina quando pensava no seu caso. Talvez seus sentimentos mais profundos fossem a afeição sincera que nutria pela amiga. Quando Tina se mudara de armas e bagagens para os Estados Unidos, há três anos, fazia planos de levar uma existência muito diferente da vida medíocre que vivia no momento, aceitando qualquer trabalho que lhe ofereciam, tocando em boates que detestava, sendo importunada por frequentadores ociosos e desocupados. Tina perdera os pais aos vinte e um anos e não tinha outro recurso na vida a não ser a educação musical que recebera quando adolescente, um otimismo invencível e muita fé no futuro. 
Esperava, como muitas moças de sua idade, fazer sucesso nos Estados Unidos num conjunto de música. Foi por esse motivo que, ao se ver livre dos vínculos familiares, reuniu sua pequena bagagem e embarcou para a América, a fim de realizar seu sonho de sucesso.
Agora, no entanto, Tina estava convencida do malogro de sua tentativa. A decepção fora inevitável. Ela não era nenhum gênio e não conhecia nenhum empresário influente nos meios musicais norte-americanos. Era simplesmente uma aluna dedicada e trabalhadora que terminara seu curso de música sem nenhum brilho especial. Havia centenas de jovens como ela nos Estados Unidos, talvez milhares.
Ela que sonhara com concertos em salas repletas, contentava-se agora em tocar nos pequenos conjuntos de bairro por um cachê irrisório.
Quando Tina conheceu Sônia, um ano e meio atrás, as duas estavam procurando trabalho durante as férias nas boates da cidade — a única opção que tinham para não passar fome e ter algum dinheiro livre para pagar as despesas inevitáveis do cotidiano, sem falar no aluguel mensal dos quartos onde moravam. Praticamente, aquele era o primeiro emprego fixo que tinham desde o início de suas atividades musicais em Nova York. 
Após algumas semanas, as duas decidiram reunir as pequenas economias de que dispunham e alugar um apartamento do tipo kitchenette. A decisão foi a medida mais certa que Tina tomou desde que desembarcou nos Estados Unidos. Ela adorava Sônia — que era, por sinal, um amor de pessoa, embora fosse um pouquinho temperamental e inescrupulosa. Se as ideias que as duas tinham da vida não eram semelhantes em tudo, pelo menos a amizade que as unia estava fundada na honestidade e na franqueza total.
De repente, num intervalo da conversa, Sônia comentou:
— Se Cyrus me convidar para morar com ele, vou aceitar na hora.
— Ah, não! Ele é velho demais! — exclamou Tina, sem se conter, embora soubesse que era inútil discutir o assunto.
 — Eu sei que é. Podia ser meu pai — confirmou Sônia, imperturbável. — Só que eu nunca tive nenhum papai bonzinho como ele. Tina surpreendia-se sempre com o cinismo deslavado da amiga.
— Mas isso não compensa, Sônia.
— O que não compensa?
— Ah, você sabe... todas as coisas que ele pode dar, o conforto, o apartamento mobiliado, os bens materiais... nada disso compensa a perda do amor-próprio... 
— Pode ser que não compense para você, querida, com sua candura de colegial. Mas para mim compensa tremendamente.
— Isso não tem nada a ver com candura — retrucou Tina, com vivacidade. — É uma questão de convicção pessoal. Além do mais, você é tão inexperiente nesse assunto quanto eu.
— Quem falou? — exclamou Sônia, com um sorriso malicioso. — Eu sou mais experiente nessas coisas que muita garota da minha idade. No fundo, não se trata de querer ou não querer levar essa vida... é uma necessidade para sobreviver... para ganhar a vida e mais alguma coisa em troca...
Tina sorriu, como se ainda estivesse preocupada com a decisão de Sônia.
— Mas talvez você esteja se antecipando aos fatos. Ele já sugeriu alguma coisa nesse sentido?
— Não, mas eu bem que gostaria que sugerisse.
— Vocês vão jantar fora hoje à noite?
— Vamos.
— Eu vou sentir saudade de você.
— Ainda não está nada decidido — disse Sônia, com vivacidade. — E não gosto de festejar antes do tempo. Dá azar.
— Você tem razão. Eu tenho o pressentimento, porém, de que você vai se afastar de mim, de alguma forma, e essa ideia me enche de tristeza.
— Deixa disso, pequena! Coragem! Escute, já estamos atrasadas. Vamos nos vestir antes que passe da hora. Eu não quero ser a última a chegar hoje à noite. Se Louis estiver sentindo tanto calor quanto a gente, deve estar de péssimo humor, e eu não estou com paciência para ouvir suas queixas.
Tina balançou a cabeça e seguiu o conselho da amiga. As duas se vestiram correndo e passaram uma escova nos cabelos.
Minutos depois saíram juntas do prédio. As pessoas que as vissem podiam pensar que eram irmãs. As duas eram claras de pele, quase do mesmo tamanho, ágeis e esguias, como se nunca comessem o suficiente para saciar o apetite, embora não dessem em absoluto a impressão de que passavam fome. Os olhos de Sônia eram castanhos claros e os de Tina, mais escuros e aveludados. Se Sônia olhava para o mundo com expressão fria e imperturbável, os olhos grandes e luminosos de Tina possuíam alguma coisa da ingenuidade de uma adolescente que acredita sinceramente nos outros, embora nem sempre correspondam ao que se espera deles.
A caminho do centro, Tina procurou esquecer a conversa anterior com a amiga. Não queria preocupar-se antes do tempo. Não havia dúvida, no entanto, que a separação causaria algumas alterações profundas na sua vida. Primeiro, teria que sair do apartamento — não podia pagar o aluguel sozinha com o ordenado que ganhava. Segundo, voltaria a sentir-se desamparada como antes de conhecer Sônia e não teria mais a segurança que a amiga lhe dava. A presença ativa, saudável e desembaraçada de Sônia transpirava um sentimento confortável de segurança. Não era qualquer um, nem qualquer coisa, que a abalava facilmente. 
Talvez fosse uma atitude egoísta, mas ela ia sentir muita falta de Sônia quando ela se casasse ou fosse morar com um homem.
Aquela noite, ao voltar sozinha para casa, Tina encontrou uma carta embaixo da porta. Não era uma carta comum, das que recebiam semanalmente. Era uma carta muito especial, com um selo bem visível da Inglaterra.
Ficou parada por um instante, no meio da sala, com o envelope na mão. O nome estava bem legível — Sônia Frayne. E fora endereçada para a pensão onde ela morava antes de mudar para o apartamento atual. Alguém escrevera o endereço novo por cima do outro.
Como Sônia podia receber uma carta da Inglaterra tantos anos depois de sair de lá? Vinte anos exatamente. Ela embarcara para os Estados Unidos quando era bebê de colo. De qualquer maneira, Tina procurou esquecer a existência da carta e colocou-a na estante da sala, bem no alto, longe de sua vista.

Às dez e meia, vestiu o pijama e deitou-se na cama. Apanhou um livro para ler, na mesinha-de-cabeceira, em parte para ter o pretexto de ficar acordada até Sônia voltar, e em parte porque sabia que, se apagasse a luz e continuasse deitada no escuro, a lembrança da carta endereçada da Inglaterra iria evocar recordações que ela preferia ignorar. Doíam demais e ela não queria sofrer à toa.





3 comentários:

  1. História estranha,chata.O casal tem uma relação meio sem pé nem cabeça,onde não rola amor,ética,afeição,nada...so ambição dos dois lados.livro horroroso.

    ResponderExcluir
  2. concordo plenamente pior livro que já li até hoje, sem logica, sem sentido, sem nexo, sem graça na verdade uma desgraça. como alguém em juizo perfeito escreve um horror desses e pior ainda como conseguiu ser publicado? me sentindo em outro mundo

    ResponderExcluir


MENINAS O BLOG, NÃO TEM MODERADOR DE COMENTÁRIOS. MAS COMENTÁRIOS OFENSIVOS OU PROVOCATIVOS SERÃO TIRADOS.

NÃO MANDO LIVROS POR EMAILS, O BOX TEM LIMITE PARA BAIXAR POR MÊS,
BAIXE APENAS O QUE VOCÊ IRÁ LER.
OS LINKS COSTUMAM PARAR DE FUNCIONAR NO FINAL DE CADA MÊS POIS O BOX ESTOURA O LIMITE, PARA ISSO NÃO ACONTECER PRUDÊNCIA NO BAIXAR DOS LIVROS.