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sábado, 28 de novembro de 2015

A DOCE MAGIA DE VENEZA


A doce magia de Veneza
No man's possession
Sophie Weston
Coleção Julia, nº 337
Série
Romances Nova Cultural, 1984


UM ÚNICO HOMEM COM TODOS OS PODERES SOBRE O DESTINO DE SARA. PODIAM JULGÁ-LA LEVIANA, SARA NÃO SE IMPORTAVA...

A música suave envolvia Sara, levando-a a colar o corpo a seu par. O homem a abraçava, movendo-se com ritmo e sensualidade. ''Venha'', ele disse, quando sara já havia perdido a noção do que ocorria ao seu redor, esquecida completamente de Robert ... Ele a conduziu ao apartamento e roçou-lhe a boca numa despedida que acabou se tornando o início de carícias lentas e torturantes. sara não ousou interrompê-lo, até que batidas insistentes quase puseram a porta abaixo. Era Robert!

Julia 337 – A doce magia de Veneza – Sophie Weston

CAPÍTULO I
— Estou disposta a fazer o que ele quiser, desde que o salário compense — Sara Thorn declarou calmamente, sem se deixar perturbar pela proposta incomum de trabalho que acabara de receber.
Aquela resposta surpreendeu a sra. Templeton; afinal, Sara sempre lhe parecera uma jovem quieta e ajuizada, além de excelente funcionária.
— Isso não é coisa que se diga! — a mulher exclamou. — Ora, mas é verdade — Sara confirmou com sinceridade. Havia algo enigmático em relação àquela garota, a sra. Templeton pensou. Era como
se fosse calada e respeitável, porque assim decidira parecer aos olhos alheios, quando dentro de si havia, na verdade, um vulcão que ameaçava explodir um dia, dando vazão a seus reais sentimentos e fazendo surgir alguém de comportamento e atitudes muito diferentes.
— O professor Cavalli é uma pessoa extremamente difícil — a mulher advertiu. — As jovens que contratava quando vinha a Oxford acabavam atemorizadas por ele, muito embora  fossem  secretárias  eficientes.  Mas  o  professor  jamais  se  satisfazia  com  o resultado que apresentavam e não tinha papas na língua quando se tratava de criticá-las.
O que a sra. Templeton omitira, no entanto, fora que essas mesmas garotas tinham acabado por se apaixonar por Cavalli. Afinal, quando estava imerso em suas pesquisas ou ditando cartas, o professor era um homem inegavelmente charmoso e atraente.
— O que ele vai querer que eu faça? — Sara quis saber.
—  Nada  de  muito  especial:  datilografar  conferências,  mandar  avisos  para  a imprensa, redigir cartas. O professor Cavalli é um homem muito ocupado e do tipo que deixa tudo para fazer na última hora.
Sara não se alterou. Já havia trabalhado com pessoas temperamentais e com as mesmas características do tal professor, por isso a idéia de tornar a fazê-lo não a afligia. Na verdade, nada mais parecia assustá-la; não se deixava atingir pela ansiedade. Apenas um objetivo forte e bem definido a impulsionava, embora soubesse que este, ao ser alcançado, poderia se revelar uma grande frustração. Mesmo que conseguisse o dinheiro necessário, pegando trabalhos extras de datilografia para fazer à noite e nos fins de semana, a operação poderia ser um fracasso.
— Não tenho medo de trabalhar sob pressão — ela comentou, para apaziguar a sra. Templeton.
— Não duvido — a outra replicou, levantando e pondo-se a caminhar até a janela.
Sob o sol de maio, os prédios da universidade assumiam uma coloração que lembrava manteiga e mel. Sara apreciava muito a beleza calma dos prédios antigos de Oxford. Para a sra. Templeton, entretanto, no momento eles passavam despercebidos.
— Sara, não seria justo que eu não a alertasse... Muitas jovens já trabalharam para
o professor Cavalli e sei que nenhuma delas tornaria a aceitar a tarefa se eu porventura as requisitasse. Gostaria de poder dizer ao Dr. Fredericks que não temos ninguém disponível no momento, mas ele saberia que não é verdade.
—  Não se preocupe, sra. Templeton. Estou certa de que poderei dar conta da situação.
— Não tenho dúvidas quanto ao serviço, conheço sua eficiência. Mas a questão, Sara, é o professor Cavalli. Ele pode terminar... magoando você.
Sara ficou intrigada com aquela afirmação. Certos acadêmicos podiam ser bastante venenosos, mas, em geral, o veneno era dirigido aos colegas, em suas disputas dentro da universidade, e não às secretárias. O tal professor Cavalli devia ser de fato uma pessoa bem difícil! No passado ela teria feito tudo para evitá-lo, mas havia se tornado mais dura e forte, com o tempo, e era capaz de enfrentar as asperezas dos outros.
— Fique tranqüila, sra. Templeton. Não sou uma pessoa frágil — ela argumentou. — Você não compreende, Sara... — Conheço bem esses acadêmicos temperamentais. Está bem, o professor Cavalli
é italiano e os italianos não costumam medir as palavras. Terei de ter um pouco mais de tato para lidar com ele e estou preparada para isso — Sara sorriu. — Além do mais, pelo salário que está oferecendo... Bem, eu seria capaz de trabalhar até para o conde Drácula!
Aquele comentário bastou para que a sra. Templeton tomasse de vez uma decisão: diria ao Dr. Fredericks que não tinha nenhuma secretária disponível. Sara Thorn não tinha idéia do que significava trabalhar para o professor Cavalli e por isso pensava que o dinheiro compensaria. Mas ela era muito jovem, a mais jovem de todas as garotas que trabalhavam ali, e a sra. Templeton não estava disposta a assumir a responsabilidade de entregá-la nas mãos do professor Cavalli.
—  O dinheiro não é tudo, mocinha, já está na hora de aprender isso — ela argumentou. — Vou dizer ao Dr. Fredericks que você estará disponível apenas se o professor Cavalli fizer muita questão. Tenho esperança de que isso o fará desistir.
Pelo menos por enquanto, a questão estava encerrada e Sara levantou-se e se despediu, procurando disfarçar a raiva e o desapontamento que sentia. Cavalli devia ser mesmo um terror, pois o salário que oferecia era bem superior ao que costumavam pagar. Se pudesse trabalhar para ele durante as três semanas que permaneceria em Oxford, poderia  fazer  a  operação  pelo  menos  um  mês  antes  do  planejado.  Droga!  A sra. Templeton e seu maldito sentimento de proteção.
Durante o caminho para casa, Sara atravessou os parques da universidade. O sol do fim de tarde projetava sombras compridas das árvores, no chão. Muitos jovens descansavam pela grama e pelos bancos, respirando aquele clima de tranqüilidade e paz. Sem saber o porquê, Sara viu-se invadida por uma profunda solidão.
Seria mesmo bom ir à festa daquela noite, embora sua disposição não fosse muita. De fato, quando Chris a convidara, ela havia recusado de pronto o convite. Mais tarde, porém, haviam-se reencontrado quando Sara saía do consultório do Dr. Andrews. O desapontamento e a tristeza deviam estar estampados em sua face, pois o rapaz a convidara para um cafezinho e um bate-papo, que acabaram por reanimá-la.
Claro que não pôde explicar a Chris o motivo de tamanha tristeza, mas, quando ele tornou a convidá-la para a festa, Sara não teve como recusar. Interromper o trabalho uma noite não faria tanta diferença assim. Afinal, aquela operação seria tão cara, que nada garantia que realmente fosse possível fazê-la um dia.
Sara prosseguiu sua caminhada, o tornozelo já começando a doer um pouco. Toda noite era a mesma coisa, embora talvez a dor tivesse demorado um pouco para começar desta vez... Bobagem, estava enganando a si mesma, desesperada por encontrar indícios de que a doença melhorava. No entanto, já se iam meses sem qualquer sinal de melhora! O Dr. Andrews dizia que era assim mesmo, não deixava a esperança morrer, e Sara não desistiria enquanto não houvesse feito todo o possível para consertar de vez aquele tornozelo machucado de forma tão profunda. Dona de grande determinação, conseguira iniciar e prosseguir com afinco as aulas de bale clássico alguns anos atrás. Teve a sorte de o pessoal do orfanato ser gentil e compreensivo, jamais impedindo-a de ir em frente. Claro que teriam preferido que a paixão da interna pelo balé tivesse sido mero fogo de palha. Mas Sara havia persistido nos estudos, conseguindo, afinal, seu lugar na Escola de Balé, em Londres.
Seu treino em Yorkshire fora bom, mas tradicional, e ela não costumava dançar todos os dias como era necessário. Se não fosse por uma tremenda determinação, uma quase teimosia, depois de uns poucos meses em Londres teria voltado para o orfanato, cansada e derrotada.
Mas Sara trabalhou, trabalhou muito, dançando e praticando, até que o balé se tornou tudo em sua vida. Não tinha tempo para festas, amigos ou quaisquer outras coisas próprias da vida de uma adolescente, mas isso não a preocupava.
Quando foi trabalhar para o sr. Gerald, em sua companhia de dança, os estudos se intensificaram ainda mais. Naquela época Sara já não era a bailarina inexperiente vinda do interior e, na camaradagem do corpo de baile, encontrou e fez muitos amigos e amigas.  Seu  temperamento  alegre  cativava  as  pessoas  e,  mesmo  depois,  quando começou a dançar solos, enquanto as amigas permaneciam ainda no corpo de baile, a modéstia de Sara garantiu que as amizades fossem mantidas e se aprofundassem ainda mais. O sr. Gerald também a tratava com afeição e, pela primeira vez em sua vida de órfã, Sara percebeu que tinha seu lugar no mundo e era amada pelas pessoas. Fora então que conhecera Robert.
Caminhando pela calçada agora, já próxima a seu alojamento, Sara mancava bastante. A cada passo sentia uma dor profunda, uma pontada aguda no calcanhar. Com esforço, continuou caminhando.
Tinha amado tanto Robert, que se deixara encantar completamente por aquele homem. Pouco mais velho que ela, já era um compositor de música erudita famoso e brilhante. Para Sara tinha sido uma surpresa descobrir o interesse do rapaz por ela e surpresa maior ainda quando a havia pedido em casamento. Como personagem de uma fantasia mágica, ela aceitara a proposta e, por alguns meses, havia experimentado os mais deslumbrantes momentos de sua vida.
Robert parecia adorá-la, tinham tanto em comum! Os pais dele não gostavam de Sara, mas o noivo jamais permitira que isso interferisse no relacionamento deles. Sem nunca ter possuído uma família, Sara teria adorado poder amá-los, mas isso não lhe tinha sido possível. Nunca era incluída nos encontros e festas familiares, mesmo quando já estava noiva de Robert, ao contrário da namorada do irmão dele, sempre bem-vinda em tais ocasiões.

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7 comentários:


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